sábado, 7 de janeiro de 2017

A astrologia como ela realmente é


Foi escrito em sânscrito certa vez que iria existir um ano da astrologia aonde ela iria se espalhar “pelo os sete mares”, mas não se sabia quando ou como. Pelo o menos desse lado do atlântico, acredito que ano passado foi exatamente quando a profecia indiana se tornou real. A astrologia explodiu em todas as redes sociais, os mapas astrais nunca foram tão consultados antes, as casas continuaram na espreita, mas a lua e o ascendente foram disseminados por toda internet. Era praticamente o ponto de partida para a astrologia ser reconhecida como ciência, parecia que finalmente ela ia se mostrar como realmente é, uma derivação da astronomia, estudada muito antes do que qualquer outra ciência dos corpos celestes como a física; mas não foi dessa vez. Popularizada no seu teor mais superficial, uma resta de “João Bidu” e seus horóscopos de revistas para vender mais. Ela veio a tona no seu sentido mais óbvio. Taurinos todos preguiçosos e viciados em comer, e os geminianos, então? Fofoqueiros e falsos,  assim sucessivamente, com clichês baseados nos signos dentro dos planetas.

Diante disso tudo, também vieram os livros. Cheguei na casa da minha amiga certo dia e ela me mostrou o livro que comprou por ter começado a se interessar pela astrologia, quando abri o livro - de lançamento saído do forno, parecia uma receita de bolo, exatamente pré definindo as coisas. Coisas como “Vênus em gêmeos tem preferencia pela conversa e não gosta muito de sexo”, explicando casas e planetas diferentes sem co relacionar. Pra piorar todo o falso conhecimento disseminado em face de uma popularização exacerbada, as pessoas começaram a pegar o mapa astral uma das outras sem o mínimo teor de que aquilo era algo altamente intimo, relacionado com o seu ser. Entrar no facebook e pegar os dados para a montagem de um mapa, mesmo que incompleto, virou algo natural. A astrologia como para a compreensão de si mesmo foi esquecida mas foi posta ao interesse do outro.


A astrologia precisa ser encarada e vista como ela é de verdade, precisa ter seus fundamentos científicos disseminados e mais do que isso, vista como um instrumento para o auto conhecimento, para a ligação do ser humano com a natureza, ela vem nos mostrar que estamos conectados e interligados, não existimos isoladamente, o individualismo do ser humano exclui todo o contato com o natural. Estamos entrelaçados com a natureza e a energia que emana dela, a astrologia vem nos lembrar disso. E não, nem todo geminiano é fofoqueiro e nem todo taurino é preguiçoso, esses tabus foram criados na suspensão dos antigos para dá sustância em uma base que precisa ser estudada assim como qualquer outra ciência. 

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